Saiba o que mudou nos herbicidas nas últimas décadas

Confira a evolução dos produtos, combinações de princípios ativos, adaptação de equipamentos no controle de plantas daninhas e manutenção da qualidade da pastagem.

Vamos conhecer como foi possível chegar à qualidade e eficiência que os herbicidas oferecem hoje. São inúmeros os aspectos que contribuem para contar essa importante história do desenvolvimento dessa tecnologia para o controle de plantas daninhas. Acompanhe aqui o que mudou:

Equipamentos personalizados

Um dos principais aspectos que acompanharam a evolução dos herbicidas foi o desenvolvimento de equipamentos específicos e personalizados para esse uso em pastagens. E foi um fator decisivo, na opinião do engenheiro agrônomo MSc Neivaldo Tunes Caceres, do departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Corteva Agriscience™.

Ele explica que, até a década de 70, por exemplo, não havia pulverizadores que atendessem às necessidades do pecuarista. “Os equipamentos disponíveis eram focados para as grandes culturas, com barras grandes, que atuavam num terreno sistematizado, plano, característico das lavouras de cereais e cana, por exemplo, muito diferente de áreas de pastagens onde ocorrem inúmeros obstáculos, como árvores, galhadas, pedras, cupins, além de sulcos em caminhos do gado e irregularidades diversas do terreno”, conta Neivaldo.

Para suprir essa lacuna, foi desenvolvido nos anos 80 o pulverizador com fluxo de ar, adaptado do equipamento que já existia para culturas. Em seguida, surgiu um tratorizado com barra de seis metros e apenas três pontas de pulverização, que cobriam uma faixa de aplicação de 10 a 12 metros de largura. “Por último, nos anos 2000, o equipamento evoluiu para uma barra de apenas dois metros, praticamente a largura do trator, também cobrindo uma faixa de aplicação de 10 a 12 metros”, detalha o engenheiro agrônomo.

Novos equipamentos foram surgindo pelo país, aumentando dessa forma a disponibilidade de equipamentos e popularizando o seu uso.

Volume de calda

Com o avanço dos equipamentos aplicadores, os profissionais puderam trabalhar no controle de plantas daninhas com menor volume de calda aplicado por área, tecnicamente definido como “taxa de aplicação”, dado em L de calda/ha. Essa redução garante melhor rendimento operacional dos aparelhos, conforme explica Neivaldo.

“Na época, era comum uma alta taxa de aplicação, de 300 a 350 L/ha. Atualmente, é possível distribuir de maneira adequada e equilibrada o produto recomendado em uma taxa de 150 L/ha. Com essa significativa queda, é automático o melhor rendimento operacional, uma vez que, diminuindo-se a frequência com que o equipamento deve parar para ser reabastecido, mais tempo ele desempenha sua atividade-fim”, conta.

Maior concentração de princípios ativos

Outro fator que demonstra o avanço da tecnologia na pecuária se dá com as formulações com maior concentração de princípios ativos. No início, eram utilizados 5,0-6,0 L/ha de produtos por hectare. Hoje, com moléculas mais efetivas, como o Aminopiralide, e melhor balanço entre os ativos que constituem o produto, pode-se utilizar doses de 1,0 L/ha, ou menos, dependendo da planta-alvo a ser eliminada. “Essa mudança leva a um menor uso de embalagens desde o transporte, armazenamento, até o seu descarte – prática ambientalmente e economicamente mais adequada e sustentável”, destaca.

Com o lançamento da Tecnologia XT, em 2018, o mercado pecuário passa a contar com o primeiro produto faixa verde para o controle de plantas daninhas em pastagens. Essa classificação dada pela Anvisa a todos os produtos fitossanitários os divide em categorias de risco toxicológico. A faixa verde, a mais leve, significa “Pouco Tóxico”, e é seguida pelas faixas Azul, Amarela, e finalmente Vermelha.

Desenvolvimento químico

Outro item importante na evolução dos herbicidas para pastagem se refere à trajetória química percorrida por eles. Confira como ela aconteceu nas últimas décadas:

2018 – De acordo com Neivaldo Tunes Caceres, todas as oito formulações desenvolvidas entre 2008 e 2016 abriram um importante caminho para o que há atualmente de mais eficaz no controle a plantas daninhas: os herbicidas da Tecnologia XT, lançada em 2018 pela Corteva Agriscience™ (veja mais sobre a Tecnologia XT ao final da matéria).

Desde a infância, o pecuarista José Marcos Leite Junior, do Acre, acompanhou de perto a evolução dos herbicidas nas propriedades de sua família, quando seu já falecido pai se mudou com a família para o Norte do país há 50 anos. Segundo ele, esse desenvolvimento químico e as mudanças nos princípios ativos ao longo dos anos apresentaram um resultado excepcional na manutenção das pastagens.

“O nosso grau de satisfação é total, considerando que nossas pastagens apresentam uma excelente qualidade por toda tecnologia aplicada. Houve ganho financeiro em escala, já que os produtos são mais concentrados, eficientes, rendem mais e requerem menos espaço para estocagem”, relata ele, reforçando que a cada lançamento os aprimoramentos podem ser percebidos nos resultados.
 
 

Anos 2000 – novo ingrediente ativo, em 2006: o Aminopiralide, em misturas com Fluroxipir e 2,4-D, respectivamente. E completaram as novidades, em 2007 e 2008, duas formulações com Picloram e Triclopir (Togar TB) para controle basal de plantas de difícil controle. 
  
  

 Década de 90 – Primeiro importante avanço no mercado de herbicidas para pastagem: as novas formulações de Picloram e 2,4-D em outras combinações, como Grazon, Mannejo e Disparo, segmentando as recomendações para aplicações foliares, ampliaram o combate a plantas daninhas, em 1997. Em 1998, lançamento de determinado herbicida, com Picloram e Fluroxipir, permitiu um grande avanço no controle de plantas na modalidade foliar.
  

  
1965 – Os princípios ativos Picloram e 2,4-D deram início ao controle de plantas invasoras. O grande desafio na época foi controlar diferentes plantas daninhas, já que havia apenas esse produto no mercado e, apesar dos princípios ativos apresentarem grandes amplitudes de doses, eram deficientes no desempenho para plantas lenhosas e algumas herbáceas. Esse cenário se manteve por décadas.

  
Ainda bem que as formulações evoluíram e hoje é possível combater as invasoras com mais eficiência e segurança, não é mesmo? Veja outras vantagens de XT no quadro abaixo.

 Vantagens da Tecnologia XT 

 Lançada em setembro de 2018, a nova tecnologia desenvolvida pela Corteva Agriscience™ traz uma solução completa para combater um espectro de plantas que até o momento não tinham controle foliar em aplicação tratorizada, aérea ou costal, como as lenhosas, arbustivas e arbóreas. A nova formulação traz alguns aspectos inovadores e vantagens exclusivas. Confira:

 • Versatilidade: controle de plantas anuais, bianuais, perenes, arbustivas, semilenhosas e lenhosas.

 • Formulação com três ativos (Aminopiralide, Picloram e Triclopir): evita misturas e promove a sinergia, na qual um ativo auxilia na performance dos demais e contribui para um resultado superior ao que se observaria com estes, se aplicados isoladamente.

 • Modo de aplicação – registrado para aplicação tratorizada, aérea e costal.

• Faixa Verde – primeiro herbicida faixa verde do mercado para pastagem, considerado pouco tóxico, devido a não ocorrência de irritação ocular, sensibilidade dérmica ou qualquer outro atributo prejudicial à saúde humana, animal e ao ambiente, considerando critérios de classificação oficiais.

 • Praticidade, eficiência, qualidade, produção: uma potente solução com amplo espectro de controle para o aumento da produtividade das pastagens.

 

Comente abaixo se você já aplicou XT na sua propriedade. Já tem pecuarista comprovando os resultados em suas fazendas, clique aqui para conferir. 

 

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